Será uma necessidade acreditar que tem um vazio, um vácuo ou até mesmo um preenchimento imperceptível de alguma coisa, qualquer coisa entre todas as outras?
Achar conforto no que nos é abstratro, ou o porque de termos que saturar-nos de algo além do real para daí então as coisas - do jeito que são - terem significância. Não basta serem só elas mesmas. Ao reparar em todo o encanto que eu mesma dou pra cada uma dessas coisas eu fico a pensar se isso não é exatamente o que me falta, como se eu acreditesse que aquilo me traz tais sensações é só pra suprir a falta delas. Como a gente se remedeia o tempo inteiro, porque achamos muitas vezes estar doente da doença do mundo...
Mas é só essas coisas tornarem impalpáveis que achamos que todas as sensações também se foram. Dos dias que eu acordo com uma euforia incontrolável de sorrir e dividir tudo com alguém e decidi sorrir pra mim mesma, e depositar essas sensações em mim, eu não vou embora se eu me policiar, eu não vou fugir de mim... entre o eu de verdade e o eu fuga estará o eu "sensações adicionais" e eu nunca me abandonarei por completo. Estarei no meu silêncio...
E é fato, quando eu tento calar-me, quando tento ficar queitinha sem nenhum ruído além, meu coração ainda bate, eu ainda respiro, o organismo ainda trabalha e o sangue ainda corre e a saudade ainda arde...
As lacunas que já se instalaram permanecem, dia desses sou só abismo. Expressando com ecos até que alguém me caia.
Achar conforto no que nos é abstratro, ou o porque de termos que saturar-nos de algo além do real para daí então as coisas - do jeito que são - terem significância. Não basta serem só elas mesmas. Ao reparar em todo o encanto que eu mesma dou pra cada uma dessas coisas eu fico a pensar se isso não é exatamente o que me falta, como se eu acreditesse que aquilo me traz tais sensações é só pra suprir a falta delas. Como a gente se remedeia o tempo inteiro, porque achamos muitas vezes estar doente da doença do mundo...
Mas é só essas coisas tornarem impalpáveis que achamos que todas as sensações também se foram. Dos dias que eu acordo com uma euforia incontrolável de sorrir e dividir tudo com alguém e decidi sorrir pra mim mesma, e depositar essas sensações em mim, eu não vou embora se eu me policiar, eu não vou fugir de mim... entre o eu de verdade e o eu fuga estará o eu "sensações adicionais" e eu nunca me abandonarei por completo. Estarei no meu silêncio...
E é fato, quando eu tento calar-me, quando tento ficar queitinha sem nenhum ruído além, meu coração ainda bate, eu ainda respiro, o organismo ainda trabalha e o sangue ainda corre e a saudade ainda arde...
As lacunas que já se instalaram permanecem, dia desses sou só abismo. Expressando com ecos até que alguém me caia.